SEMANA DE TURISMO CRIATIVO - 1° EXPERIMENTO





Produção do 1° experimento criativo turismo/Uneb


A Semana de Turismo Criativo - 1º Experimento, foi uma proposta do Colegiado de Turismo realizada entre os dias 28 de julho a 01 de agosto no Campus XVIII. As docentes do Colegiado de Turismo Mayne Santos e Ana Paula Feitosa afirmam que a proposta inicial é realizar uma semana de atividades, oficinas e palestras. Essas atividades, segundo elas, irão agregar, interagir, criar e experimentar. A abertura foi marcada com um café da manhã, músicas, produção e organização das oficinas que acontecerão durante toda a semana. 
O evento irá concretizar uma sala dos cinco sentidos, onde serão realizadas danças, desfiles e grupos temáticos. Para a aluna Marcela Sandes, do I semestre de Turismo, o evento dará a possibilidade de “ver o resultado da sua produção acadêmica ser compartilhado, socializado com outros”.
A noite de abertura do evento contou com a apresentação do discente Fernando, I semestre, que encantou o público cantando uma música de sua autoria. A Semana de Turismo Criativo foi marcada pela presença de muitos convidados, houve a presença dos representantes do Movimento Sem Terra, da Universidade Aberta para Terceira Idade e  de Enivaldo Piloto do Sebrae de Porto Seguro, que  apresentou o projeto "Território criativo”  voltado para a cultura da arte da região. 
Além disso, houve a apresentação da artesã Célia, que deu uma verdadeira aula de como utilizar o turismo alternativo para garantir a renda e produzir artesanato. Karajú, pesquisador que desenvolve turismo com temáticas indígenas, refletiu um pouco sobre a presença da seleção da Alemanha no Território do Descobrimento e como isso refletirá no turismo da região. O pesquisador aproveitou o momento para convidar a comunidade acadêmica para assistir os jogos indígenas que acontecerão entre os dias 04 a 08 de setembro de 2014. 
O segundo dia da atividade foi marcado pela presença do discente de Turismo Carlos Luis, que recentemente retornou de um intercâmbio na Suíça. O discente participou de uma mesa redonda, onde pôde trocar experiências de suas vivências em um país estrangeiro. Carlos falou sobre o transporte, religião, comida e das dificuldades de conviver com o outro, reafirmando as ideias da docente Ana Paula Feitosa, a qual expôs que isso implica tolerância. 
Em seguida, houve a partilha do projeto "Se plante” que envolve o contato com a natureza e o autoconhecimento, com a preparação dos chás e suas propriedades.  Logo após, os alunos  trocaram experiências com relatos de quem passou pela transição de assumir seus cabelos naturais. Para encerrar as atividades, a turma de turismo ofertou uma oficina de dreads e de turbantes, ao som de uma música relaxante e de vídeos temáticos.    


Fernando, I semestre de Turismo



RESULTADO DA SELEÇÃO DA MATRICULA ESPECIAL ADMINISTRAÇÃO /LETRAS


O Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias do Campus de Eunápolis divulga o resultado da pré-seleção dos candidatos às categorias especiais de matrícula para o curso de Administração e para o curso de Letras. Os selecionados deverão comparecer no CAMPUS XVIII para realizar a prova no dia 24-07-20014, ás 10:00 hs.


Arraiá dus dizoito.

A proposta do evento partiu da Disciplina de Turismo Gestão de Bares, Restaurantes e Similares & Bebidas, ministradas pela docente Tatiane Melo, com o objetivo de utilizar das tradições juninas para montar barracas de bebida e comida típicas, e utilizar como proposta de avaliação. A ideia tomou proporção maior envolvendo docentes, discentes e funcionários do XVIII.

Docentes do XVIII
Momento da quadrilha 
Vereador Lucas Leite e sua Esposa 
Para Sandra Couto discente do curso de Turismo, "a elaboração do projeto foi trabalhoso, pois tivemos que buscar patrocínios, parcerias, vender rifas, contar com a contribuição dos docentes e funcionários, o resultado foi positivo."
Tivemos dois ambientes no evento, boate, e o festejo do arraiá, com quadrilha, comidas e bebidas típicas, três bandas garantiram a diversão Kizomba, Hotel Califórnia e Branco dos teclados.
O evento contou com a participação da comunidade Acadêmica e Eunapolitana, com a presença do Vereador Lucas Leite, o qual contribuiu para realização do evento, que foi um sucesso e marca a história do XVIII nos festejos junino de 2014.



Você sabe o que é plagio? Quem nunca plagiou? Como não plagiar, se Bakhtin diz que tudo é um já dito?

Nem tudo que parece é: entenda o que é plágio, é uma cartilha. Essa leitura deveria ser uma tarefa indispensável para todos acadêmicos. Obra produzida pela comissão de avaliação de casos de autoria, da Universidade Federal Fluminense, com apenas 10 páginas, os autores Guilherme Nery (Presidente) Ana Paula Bragaglia, Flávia Clemente, Suzana Barbosa abordam de forma lúdica a temática do plágio, seus três tipos e os códigos de leis civil e penal para quem pratica esse ato criminal.
Não basta conceituar o que é plagio, é preciso dar exemplo de como isso é configurado. Em todos os tipos que são: integral, parcial e conceitual, os autores vão apontando como o aluno utiliza ideias e conceitos que não são seus para fazer trabalhos acadêmicos. Ressaltam também como o professor consegue perceber o uso indevido de ideias apropriadas pelos alunos.
Sabemos que a produção acadêmica não é tarefa nada fácil, como afirma Bakhtin (1895-1975), filosofo Russo revolucionou a teoria da linguística do século XX, dedicou seus estudos a analise da linguagem, literatura e arte. Em que Bakhtin (2000). No dialogismo, compreendemos como espaço interacional entre o “eu” e o “tu“. Entre o “eu” e o “outro” na construção do discurso sobre o dialogismo e a polifonia do “já dito”.  Tudo é um já dito. Então, como produzir um texto autêntico sem apropriar de ideias e conceitos de outros? Isso também você vai encontrar lendo essa cartilha.
Outro ponto importante abordado pelos autores é os seis tipos de licença para uso de autorias. Essas licenças estão disponibilizadas em forma de modelo “autoria comum” e em oposição a “todos direitos reservados”. Os autores ainda discutem como esses modelos estão sendo adaptados à Legislação Brasileira.
Ficou curioso? Entre no link e faça o seu download, e boa leitura. Não se esqueça de responder nossa enquete


                                                    cartilha sobre plágio


CURSO DE TURISMO REALIZA VISITA TÉCNICA À COSTA DO CACAU

O Curso de Turismo realizou, entre os dias 01 e 04 de maio, uma visita técnica a alguns destinos turísticos da Costa do Cacau. A Visita aos Municípios de Canavieiras, Ilhéus e Itacaré foi proposta pelos professores Renata Carvalho, Carlos Caetano, Juliana Alves e Salete Vieira, que ministram os componentes curriculares Planejamento e Organização do Turismo, Gestão Hoteleira e Meios de Hospedagem, Estágio Supervisionado em Turismo I, Elaboração de Roteiros Turísticos, Sistemas de Transportes Turísticos, Geografia e Turismo II, Turismo e Gestão Ambiental e Língua Inglesa II.
Prof.ª Salete Vieira, Prof.ª Renata Carvalho
A Visita começou no dia 01, com um passeio pelo mangue que fica na RESEX (Reserva Extrativista de Canavieiras). No dia 02, foi realizada uma visita aos terminais aeroportuário e portuário de Ilhéus, seguida por um passeio guiado pelo circuito histórico-cultural da Cidade. No dia 03, professores e alunos seguiram para uma visita ao Projeto Floresta Viva, uma iniciativa de Turismo de Base Comunitária e Ecoturismo, onde foi possível realizar trilhas na mata, conhecimento do viveiro e palestra sobre o local. No último dia, foi realizada uma visita à Casa do Boneco, grupo afro-cultural de ligação com o quilombo da região, que trabalha com Turismo de Base Comunitária. 
Foto: Floresta Viva
O Blog do Nupe entrevistou a professora Salete Vieira e a estudante Fabiana Nery VII Turismo, que comentaram a importância da visita para os estudantes e para o Curso.
BN: Como foi pensada a Visita Técnica?

Prof.ª Salete Vieira
Salete Vieira: Pensamos que um dos objetivos do Campus XVIII, como de toda UNEB, é desenvolver ações interdisciplinares para que se possa fortalecer os cursos e propor para os discentes uma visão ampla do território onde estão inseridos relacionando teoria a prática em suas respectivas formações curriculares. As atividades interdisciplinares tem se configurado na pesquisa, ensino e extensão pautados nos perfis profissionais de cada curso, de forma que os docentes fomentem este perfil aplicando novas práticas pedagógicas e aliando às exigências de mercado. Neste processo, a ação de ensino tem sido complementada em visitas técnicas para que o discente possa refletir in loco os conteúdos apresentados em sala de aula, relacionando e propondo transformações sociais, econômicas, políticas, ambientais e culturais. O Curso de Turismo tem intrínseco na sua concepção a visita técnica, sendo primordial para complementar os assuntos vistos em sala. 
BN: Qual foi o objetivo da visita?
Salete Vieira: Esta visita buscou, sobretudo, viabilizar e promover a interdisciplinaridade por meio da relação do discente com o espaço real de trabalho, contribuindo na sua formação, analisando o turismo, seus componentes naturais e culturais, seus promotores e seus entraves, baseado na conjuntura social, ambiental, econômica, política e cultural. No final da visita técnica os alunos apresentam o relatório de observações, após a identificação de problemas, oportunidades, pontos positivos e propõem ações para a melhoria dos pontos negativos observados. Para tal utilizam-se de máquinas fotográficas, roteiros semi-estruturados para entrevistas com as lideranças de cada ponto visitado, roteiros semi-estruturados para observação das estruturas de recepção turística. A pesquisa, neste caso, é descritiva e de caráter qualitativo.
BN: O que foi possível observar em cada destino visitado?
Fabiana Nery VII/ Turismo
Fabiana Nery: Foi possível observar que a região de Canavieiras, cercada por mangues, possui uma reserva ambiental, monumento cultural, com a cidade histórica. Em Itacaré, em Serra Grande, visitamos a floresta viva e realizamos roteiros, orientados pelos guias locais, realizamos trilhas no percurso identificamos aspectos ambientais. Em Ilhéus o foco foram as aulas de Estágio, pois na observação analisamos as estruturas dos hotéis, e dos profissionais, se tinham ou não formação profissional na área de turismo. A conclusão que chegamos é que falta de profissional qualificado atuando na área. Identificamos que na hora da contratação, as empresas, preferem a mão de obra barata, por isso contrata quem não tem formação. A consequência disso é grave, pois os visitantes sem orientação realizam atos graves como, por exemplo, churrascos, som alto e tudo isso é uma falha na falta do planejamento para preservar. Sabemos que se não há uma política voltada para consciência da preservação, parcerias e uma visão turística dos empreendedores daqui uns anos não haverá mais a natureza na qualidade natural que esses destinos turísticos ofertam. 
BN: Qual o maior aprendizado dessa visita para os estudantes?
Fabiana Nery: O que fica dessa experiência é que na academia buscamos a formação com visão crítica, com essa visita não e só levar os alunos para um destino, e sim deixar que nos apropriássemos do espaço. Enquanto turismólogos, precisamos conscientizar os turistas e a comunidade que está inserida sobre o direito de preservar. Sabemos que quando há interação de um grande número de pessoas há um choque cultural. Saliento que sabemos que não é o patrimônio que vive em prol do turismo, e sim o turismo que vive para o patrimônio; e se não houver planejamento essa atividade entrará em decadência. 
                                                       

                                                          Fotos